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Doenças mais comuns nos cães podem ser evitadas através da vacinação

O filhote Jimmy completou o 1º ciclo de vacinação
Cinomose, parvovirose, coronavirose, adenovirose, parainfluenza e leptospirose. Quem tem um cão na família já escutou pelo menos um desses nomes. Todas são doenças comuns nos caninos, transmitidas pelo ar ou contato direto com cães infectados, e podem ser evitadas através do controle da vacinação.

A cinomose, parvovirose e a coronavirose são as doenças mais comuns, mas “todas são doenças perigosas que podem levar o animal ao óbito”, afirma a Médica Veterinária, Dra. Mayara Correa. “A vacinação é importante para imunização do animal, por se tratar de doenças transmitidas por diversos tipos de vírus ou bactérias, mas a higiene do ambiente em que o animal vive também colabora para a saúde do pet”, completa.

A seguir saiba um pouco de cada uma delas:             
Cinomose causada pelo Vírus da Cinomose Caninca (VCC), tem grau muito elevado de contágio, não tem tratamento específico e é umas das doenças que mais ameaça a saúde dos cães.
Parvoviroseesta doença é muito temida no mundo canino, causa diarreia, vômito, febre e desidratação, pode levar ao óbito rapidamente, principalmente em filhotes.
Coronaviroseafeta diretamente o trato intestinal e é considerada uma zoonose¹, a doença destaca sintomas bastante parecidos com os da parvovirose, com diarreia de coloração alaranjada sem odor fétido, além de anemia, febre, apatia, cólica, perda de apetite, desidratação e vômito.
Adenovirose – com dois subtipos é o agente transmissor da Hepatite infecciosa e Traqueobronquite infecciosa canina
Parainfluenza – juntamente com o Adenovírus é um dos agentes responsáveis pela Traqueobronquite infecciosa caninca, também conhecida como “tosse dos canis”, causa problemas respiratórios, febre, perda de apetite, secreções no nariz e olhos, podendo se agravar em filhotes e animais debilitados.
Leptospirose – também considerada zoonose, nos cães pode causar diarreia, vomito, emagrecimento e a urina pode ficar mais escura, a principal sequela é a doença renal crônica.

A forma mais eficiente de prevenção dessas doenças é a vacinação polivalente, a partir de 6 semanas de idade. “As vacinas podem ser V8 ou V10, sendo que a V10 inclui outros dois tipos de leptospirose, aumentando ainda mais a imunização do cão”, finaliza a médica veterinária.

Consulte sempre o Médico Veterinário.

Clique e veja o calendário de vacinação de pets.

¹Doença transmissível de outros animais vertebrados ao homem, e vice-versa, sob condições naturais.

Cuidados com imunização dos pets diminui o risco de doenças


Qual foi a última vez que você vacinou o seu amigo? Essa pergunta é feita diariamente nas clínicas veterinárias e petshops e a resposta, na maioria dos casos, é “não sei”. De acordo com a médica veterinária, especialista em clínica de pequenos animais Dra. Cristiane Knauer, os donos de animais de estimação não mantem controle de vacinação. “Muitos nem sabem qual é o ciclo de vacinação de cães e gatos”, completa.

As vacinas servem para prevenir algumas doenças e só podem ser aplicadas por um médico veterinário. De acordo com a especialista é muito importante seguir o ciclo de vacinação, que já começa com oito semanas de vida do pet, para que haja a real imunização. “Nos cães são feitas três doses de V8 ou V10, duas doses para gripe canina e a primeira para raiva, e nos gatos são duas doses de quádrupla felina e uma para raiva, após isso, os laboratórios recomendam reforço anual de todas elas”, explica.

Durante o ciclo de vacinação também deve ser feita a vermifugação do pet. Em animais adultos deve ser realizada a cada quatro ou cinco meses. “Em locais que tenha quatro ou mais animais o intervalo entra a vermifugação deve ser menor, em torno de três meses”, completa a Dra. Cristiane.

As vacinas V8 ou V10 são para previnir parvovirose, cinomose, coronavirose, parainfluenza, hepatite, adenovirose e leptospirose. O médico veterinário sempre deve ser consultado.


Veja abaixo o info gráfico com o ciclo de vacinação e vermifugação:


Cuidados importantes para viajar com seu pet

Cinto para pet dá mais segurança durante a viagem
Quem tem um pet e vai viajar sempre se pergunta, vou levá-lo ou não? Nos dois casos é necessário tomar alguns cuidados. A médica veterinária, especialista em clínica de pequenos animais, Dra. Cristiane Knauer, lembra que se não for levar o animal precisa deixar alguém para cuidar ou levá-lo a um pet-hotel. “Alguém precisa trocar a água, dar comida e higienizar o ambiente em que o animal estiver”, destaca.

Caso tenha optado por levar o animal, a médica veterinária lembra que o cuidado com a saúde do pet deve ser a principal preocupação. “O animal precisa estar com boa saúde e deve estar com as vacinas e a vermifugação em dia, com esses cuidados a viagem tem grandes chances de ser muito divertida”, afirma a especialista.

Viagem de carro
Nas viagens de carro o processo é mais simples. Para não cometer infração de trânsito e não correr o risco de levar uma multa, a médica veterinária explica que animal deve ficar no banco traseiro e sem colocar a cabeça pra fora, “o pet precisa ficar afivelado ao cinto de segurança, existem acessórios específicos para isso”, lembra.

Animais com comportamento mais agitado devem ser levados em caixa de transporte. “Alguns podem até ser sedados para não se machucarem ou correr o risco de se sentir mal”, afirma a Dra. Cristiane.

As bolsas de viagem estão cada vez mais comuns

Viagem rodoviária, ferroviária, aérea ou marítima
Nas viagens de ônibus, trem ou avião sempre será necessário o atestado de saúde animal expedido por um médico veterinário, carteirinha de vacinação e caixa de transporte. “Os animais silvestres precisam de autorização especial do IBAMA”, completa a médica veterinária.

Antes mesmo de comprar as passagens você deve procurar a empresa e saber a política de transporte de animais de estimação. “Cada companhia tem uma regra, na maioria dos casos animais com mais de 10kg viajam no compartimento de bagagem”, afirma a Dra. Cristiane.

A maioria das companhias marítimas simplesmente proíbe o transporte de animais. Em alguns navios de luxo é permitido, mas o pet vai um espaço específico e você dificilmente vai poder andar com seu amigo pela embarcação.

Veja o vídeo do Programa "Mais Estilo - Seu jeito diferente de ser" sobre viagem com pets, com a Dra. Cristiane Knauer:

Tudo pronto para a viagem. Mas e o pet?

Sempre que surge oportunidade ou um feriado prolongado o brasileiro gosta fazer pequenas viagens. Visitar família ou amigos que moram em outra cidade, relaxar em um resort no final de semana, ir à fazenda respirar o ar puro do campo, entre tantas outras opções. O que a gente busca mesmo é sair da rotina, se desligar da correria do dia-a-dia e recarregar as baterias.

Mas se você tem um pet, sabe que na maioria das vezes ele não pode ir junto. A opção mais econômica é deixá-lo em casa e pedir para alguém cuidar. Colocar comida, trocar a água e limpar o “cantinho” dele todos os dias, é o mínimo que se deve fazer por esse grande amigo.

Outra opção é deixá-lo hospedado em um pet-hotel, e para isso alguns cuidados são necessários. A médica veterinária, Drª Cristiane Knauer, alerta que assim como para a viagem, a hospedagem do seu pet também deve ser programada.

A especialista explica que antes de escolher o local de hospedagem o proprietário deve se informar onde o animal vai ficar. “Visitar o local, verificar as condições de higiene e segurança, e conversar com médico veterinário responsável é muito importante”, comenta. Também não se pode esquecer que é preciso deixar as vacinas e o controle de ectoparasitas em dia.

Segundo a Drª Cristiane, para que o pet se sinta mais a vontade em sua estadia fora de casa, o dono deve levar a cama, o cobertor e os brinquedos do animal para o pet-hotel. Também é recomendado levar a ração e os comedouros, “isso evita mudanças na alimentação e diminui o risco de o animal não comer normalmente”, explica.

Outro alerta é para os animais muito ariscos ou agressivos, que não convivem com outras pessoas e animais. “Esses animais dificilmente terão vaga para hospedagem”, enfatiza. Quanto aos filhotes ou animais portadores de necessidades especiais, a médica veterinária orienta que se deve evitar a hospedagem, “mas se não tiver outra saída o médico veterinário responsável deve ser informado para que o tratamento seja diferenciado”, finaliza.